quinta-feira, 5 de maio de 2011

Um


Há um tempo contávamos os meses, hoje contamos os meses depois de doze deles. Novamente eu lembro com um sorriso enorme no rosto, de que eu consegui chegar até aqui. Isso parece meio estranho, pois não foi nenhum sacrifício. Mas falo assim porque não acreditava em mim, achava que todos os muros, as pedras, eram criados por mim, os tropeços, os erros teriam todos vindo de mim. De certa forma vieram, mas apenas porque deixei com que os erros acontecessem, eu não havia criado aquilo tudo. Mesmo por isso ter me feito acreditar de que eu não conseguiria de novo, de que não acharia alguém, os erros foram construtivos. E quando eu aprendi a aceitar isso tudo, quando eu vi tudo aquilo era bom pro meu aprendizado, pro meu crescimento, as coisas começaram a acontecer de verdade. Lembro de cada pecinha como se tivesse acabado de acontecer, antes da minha viagem, a formatura, a companhias, a timidez, lembro dos sorrisos, abraços, conversas. É quando a gente deixa acontecer que as coisas realmente nos surpreendem, e sabemos claramente de que se ambos não tivéssemos tido tal base do erro no passado, não seriamos tão bons agora. Me deixa mais segura saber que não és o primeiro homem na minha vida, bem mais por minha causa, não seria justo cometer erros passados com a tua pessoa, mesmo que fostes o primeiro. Me deixa bem saber que tudo isso me faz crescer cada dia mais, e me faz pensar que tudo bem, não és o primeiro, mas se a vida fizer o que meu coração mandar, sim, você será o último, o único. Me perguntava no começo, “porque não contar os meses, depois daqueles doze?” talvez pelos anos se tornarem cada vez maiores, e mais significantes. Mas mesmo com esse pensamento, não me deixa passar despercebido os tais meses. Podemos até não comentar, parecer que deixamos passar, mas com toda certeza, o número no mês não é mais qualquer número. Me toma um sorriso gigante no rosto, lembrar das pecinhas, porque sei que elas sempre serão lembradas mesmo que quando velhos, pois existe a caixinha. Mas o que me deixa bem mais feliz, é essa vontade que tenho aqui dentro, que me impulsiona todos os dias, que é de saber que teremos muitas coisas a mais pra lembrar, coisas que ainda não vivemos. E rio de lembrar de quando eu dizia não saber se agüentaria muito tempo longe, meio ano seria o meu máximo. Como eu conseguiria? Quase meio ano já se passou e esse treco aqui dentro que dizem ser amor – e eu acredito - aumenta todos os dias. Demonstrações de afeto mesmo que distantes ainda criam as borboletas de meu estômago, a voz as vezes sonolenta ouvida por entre linhas me faz perder o rumo do caminho, e me deixa solta por ai, pensando no depois, nos sorrisos. Mas é com essa vontade do depois, que eu tento andar mais rápido agora. Sei que o tempo não anda conforme eu quero, mas não é essa a minha intenção, ando mais rápido nas minhas obrigações, pra quando você chegar, eu conseguir andar ao teu lado, te alcançar, e assim ter mais tempo pra repor toda essa falta que você me faz, de carinho, amor, silêncio, conversas... Faltarão horas, dias, mas nós conseguiremos repor tudo, mesmo que seja em pequenos atos, simples sorrisos demonstrando que isso tudo não se perdeu, e cada dia aumenta, porque nós sabemos que isso não é de agora, e não permanecerá só agora. E eu sei que você me entende. Eu te amo meu bem, e parabéns pra nós, não só hoje, mas todos os dias.

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