domingo, 28 de fevereiro de 2010
Quem é maior que o amor?
Você se lembra de quando nós realmente nos conhecemos? Eu me lembro, foi em algum dia no início de setembro, já havíamos conversado sobre livros antes, mas nada nos olhos, nada tocado. Naquele dia eu me mostrei preguiçosa, mas mesmo assim conversamos muito, foi a primeira vez que saímos juntos, falamos coisas produtivas e assim foram formando laços sem percebermos. Lembro que você disse sobre “parece que eu já te conheço de algum lugar”, da qual essa foi a minha sensação também. Isso tudo se tornou a mesma sensação de agora, para ambos, mas a amizade que antes se dava, transformou em amor. A confiança que antes se criou em nós, continuou de uma maneira que jamais havia confiado antes. O respeito que você deu a si mesmo e a mim, me ajudando com relacionamentos que jamais iriam dar certo mas que eu insistia em querer, se privando de momentos só nossos porque sabia que naqueles momentos eu fazia parte de alguém a mais, queria me ver feliz, fosse com ou sem você. Eu levava tudo na brincadeira sem saber que a ti e a mim havia algo a mais a se concluir, ficamos sempre juntos, saíamos sempre juntos e isso começou a se tornar cada vez mais forte, e eu já não sabia mais o que eu realmente queria, sentia algo diferente a cada dia que passava, quando estava com você. Sempre tive medo de encarar a realidade, e tentava criar coisas minhas, me cegava para o que tava ao meu lado, a minha frente, criava amores inexistentes, e vivía-o sem a felicidade merecida. Mas o universo tem uma maneira engraçada de concertar as coisas, e tirou da minha vida pessoas que não me fariam feliz e vice e versa, tirou de um modo suave e simples, sem me prejudicar, sem prejudicar a quem estava comigo. A vida me fez abrir os olhos, encarar a realidade que estava ao meu lado, aquilo que eu chamava de amigo pra tudo, aquele irmão mesmo, que se transformou aos poucos rapidamente (?). Quem imaginava que você que pra mim havia se tornado um irmão, agora faria parte dos meus pensamentos diários? Todos, quase todos, a maioria. Todo mundo sabia e imaginava, todo mundo dizia, eu ria. Ria porque jamais pensaria que você, a pessoa que você é, fosse gostar de uma garota boba e sem muitos atrativos como eu, até ao ponto de eu perceber que não sou tão pouco como pensei, e que você me completa, assim como, o nosso abraço que se encaixa tão perfeitamente. Nossos sonhos, eles são feitos de coisas reais, e é sempre melhor quando nós estamos juntos. Eu quero virar a coisa inteira de cabeça para baixo, e nós encontraremos as coisas que todos eles dizem que não podem ser encontradas. Eu não quero que este sentimento se vá, está tudo tão bom, tão bem. Este mundo continua girando e não há tempo para ser desperdiçado, se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval. Não me importa se amei algumas vezes antes, porque eu amei sim, talvez não fosse o amor verdadeiro, mas nada me impede de negar isso, negar que amei seria inconsciência, porque a partir do momento que você quer ver a pessoa feliz é porque você em algum momento amou-a, seja muito, pouco, mas amou. Amei sim, meu primeiro namorado, meu segundo, mesmo havendo tantos erros nisso, mesmo sendo por pouco tempo, mesmo não conseguindo fazer ninguém feliz ao que merecia, nem me sentindo feliz o necessário com essas duas pessoas. Sei que amei porque aprendi, aprendi a mudar por mim, a ser eu mesma agora, com quem me valoriza da maneira que mereço, com quem eu sei que faço feliz. Eu não tenho ossos de vidro. Posso suportar os baques da vida. Se eu deixasse passar as chances que a vida me dá, então, com o tempo meu coração ficaria tão seco e quebradiço quanto o esqueleto de um homem de vidro. E é por isso que não me importo em ter ficado com duas pessoas antes, ter tentando e não conseguido, e agora estar tentando com outra, da qual eu tenho a mais pura certeza de que se um dia acabar será a discrepância do destino, aquele que eu até então não acreditava sabe? Pois é, não me importa quantos relacionamentos eu já tive e não deram certo, no amor as vezes a gente perde pra depois ganhar, ninguém demora a vida inteira pra chegar. Se eu não tivesse arriscado tantas vezes, as coisas passariam e eu não perceberia, se eu deixasse minha falta de coragem tomar contar de mim, eu teria perdido, perdido aquele que agora está comigo, que me faz feliz, que é quem estava esperando inconscientemente que eu passasse por outros relacionamentos, aprendesse, pra agora poder estar aqui, mais madura. Eu acordo todas as manhãs com um sorriso no rosto e contagio quem eu encontro, sinto vontade de ser a mim, e de amar, e de fazer as pessoas felizes, sendo a mim mesma, pela primeira vez sem sentir vergonha disso.
“O amor já desvendou nosso lugar, e agora está de bem. Diz, quem é maior que o amor? Me abraça forte agora, que é chegada a nossa hora. Vem, vamos além, vão dizer, que a vida é passageira, sem notar que a nossa estrela vai cair”
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Água do céu
O vento agora sopra com mais força, chicoteando a chuva em redemoinhos ao meu redor, e todos sabem que a chuva, pra mim, vem pra amolecer a terra, o meu chão. Ou para endurecer o caule da árvore que está crescendo pra me trazer novos frutos. Parado atrás da vidraça, olhando a chuva que aos poucos começa a passar, algumas situações começam a me confundir. Alguém me faz uma pergunta e minha respiração para; eu não tinha pensado naquela hipótese. Nunca quis magoar ninguém, nunca quis jogar nada na cara, e muito menos faltar ao respeito com quem em momentos me fez feliz. Pensando e repensando vi que talvez essa minha respiração trancada só estava prejudicando a mim, talvez eu não estivesse magoando ninguém, talvez esse alguém pudesse não estar nem ai pro que aconteceu, acontece ou irá acontecer. As vezes eu me pergunto se eu devo ou não estar aqui, mesmo sendo o que me deixa bem, mas as nuvens elas nunca sabem pra onde vão e nem se devem ir, mas elas vão e fazem chover, e eu gosto da chuva, ela cai em mim, e me traz você. Não quero desperdiçar meu tempo, vou acelerar a respiração, apenas fechar meus olhos, e esperar que não seja nada em vão. Eu não quero me preocupar com o que os outros vão falar, e ai as coisas começam a ficar mais claras na minha mente, e vejo que eu posso alimentar minha vontade de viver, assumindo coisas positivas que entraram na minha vida. Eu devo parar de sentir receio de sentir alegria, pensando que talvez eu esteja magoando alguém, ninguém nunca parou pra pensar se estava me magoando ou não, porque diabos eu teria que pensar? Pra deixar minha alegria passar? Acho melhor não. Eu sei que mereço viver a alegria que me é dada, sem receio. Tenho que seguir em frente, olhar pra trás só nos faz tropeçar em pedras presentes. É hora de continuar... E a chuva, me dá mais vontade ainda. É como dias e dias de sol ardente, que me deixam cansada e sem vontade de continuar, e logo após vem a chuva, fria, calma, barulho suave, e o que era denso se tornou leve, o que era quente se tornou aconchegante, e poder usar o cobertor e conseguir dormir rápido e bem é depois conseguir acordar leve e com vontade de seguir. Tudo bem, eu devia estar fazendo uma outra coisinha agora, mas prometo fazer isso logo em seguida, eu precisava falar da chuva, e do friozinho que me deixa bem feliz.
“O cheiro da chuva. Encontro com chuva. Banho de chuva. Acordar com chuva. Companhia na chuva. Fugir da chuva. Ouvir a chuva. Cantar na chuva. Música com chuva. Fazenda com chuva. Cabana na chuva. Praia na chuva. A rua com chuva. O frio da chuva. Sentir a chuva. Viajar na chuva. Pingos de chuva na janela. Pingos de chuva no cabelo. Pingos de chuva no rosto. Adorá-la ou detestá-la é secundário, o importante é a chuva! Pura e simplesmente! Pequenas gotas de cristal caindo e caindo, lavando nossas almas!”
“O cheiro da chuva. Encontro com chuva. Banho de chuva. Acordar com chuva. Companhia na chuva. Fugir da chuva. Ouvir a chuva. Cantar na chuva. Música com chuva. Fazenda com chuva. Cabana na chuva. Praia na chuva. A rua com chuva. O frio da chuva. Sentir a chuva. Viajar na chuva. Pingos de chuva na janela. Pingos de chuva no cabelo. Pingos de chuva no rosto. Adorá-la ou detestá-la é secundário, o importante é a chuva! Pura e simplesmente! Pequenas gotas de cristal caindo e caindo, lavando nossas almas!”
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Dentro
Me incomoda essa coisa de que a gente não vai encontrar o caminho fora da gente, que o caminho é in não off. Eu nunca consigo entrar em in, meus pensamentos se misturam e querem caminhar em off, eu tenho vontade de fugir pra algum lugar que eu sei aonde é, mas me dá medo chegar até lá. Não adianta, o lugar é in mesmo, não se tem como mudar. É quando eu falo “desculpa, tenho que ir, não me sinto bem nesses lugares”, que chego em casa me jogo na cama, meto a cara fundo no travesseiro e tento chorar. Claro que não consigo. Solto uns arquejos, soluços, barulhos de bicho, uns grunhidos de porco ferido de faca no coração, mas não sai nada no primeiro momento. Eu to ali, tentando fugir, correr, minhas pernas tremem, eu esqueço que não se deve correr, que não se tem como fugir, se há problemas há de se resolver aonde aconteceu, e ai então eu vejo que o único problema é dentro, aconteceu dentro e ai mais uma vez eu lembro que o lugar é in, não off. Eu tenho tanto medo de penetrar naquilo que não sei se terei coragem de viver, por ser tão forte. Uma das minhas maiores confusões era saber que a intensidade das coisas que já vivi, nem sempre eram intensidades verdadeiras, sinto que talvez agora seja a hora de ver que a intensidade atual pode ser. Mas me soa estranho, é tudo novo, tenho medo do novo, do irreconhecível, do atual. É como um recomeço, e recomeçar é doloroso. Faz-se necessário investigar novas verdades, adequar novos valores e conceitos. Não cabe reconstruir duas vezes a mesma vida numa só existência. É por isso que me esquivo e deslizo por entre as chamas do pequeno fogo, porque elas queimam - e queimar também destrói, mas também esquenta. Se destruiu até agora, porque tenho tanto medo? Não quero perder a oportunidade de pela primeira vez esquentar ao invés de queimar, mas e se for queimar? Se for, nunca mais mexerei no fogo, três vezes é demais pra mim. Ah, mas tudo bem. Em seguida todo mundo se acostuma. As pessoas esquecem umas das outra com tanta facilidade. Como é mesmo que minha mãe dizia? Quem não é visto não é lembrado. Longe dos olhos, longe do coração. Pois é. Sempre tive essas sensações de que sou doce demais, e isso enjoa. Não se poderia agir assim, uma pessoa não é um doce literalmente que você enjoa, empurra o prato, e não quer mais. Eu sempre fui ciente disso, por mais doce e enjoativo que já poderia estar sendo pra mim, eu continua comendo, empurrava com uns goles de água, mas levava até o final, mas o problema é que não fazia nunca isso comigo, as vezes depois de empurrar o prato, até cuspiam. É verdade. Ninguém entende que vezenquando a gente fica triste sem motivo, ou pior ainda, sem saber sequer se está mesmo triste. É nessas horas que respiro, conto até 10, até 20 talvez, e mais um pouco ele começa a se transformar em outra coisa, no momento presente. Mas ultimamente já não consigo mais respirar e contar, o impulso toma conta. Odeio essa minha fragilidade. Não quero por momentos parecer egoísta, mandando você embora, me trancando no quarto e dormir sozinha. Não quero que nesses momentos pense que isso é sinônimo de que tua presença é desgastante, não é nunca foi. Eu só tenho fases, como a lua, e preciso muito ficar sozinha vezenquando. Ando angustiada demais, - palavrinha antiga essa, angústia - duas décadas de convívio cotidiano, mas ando, ando, tenho uma coisa apertada aqui no meu peito, um sufoco, uma sede, um peso, só queria ser feliz, mas não dependendo dos outros pra isso. É raro, quando coisas assim acontecem, eu danço e sorrio pra mim no espelho, trancada no quarto. Então, de repente me passa uma calma pelo rosto, respiro fundo e percebo que talvez seja sensação dos sete dias mensais que eu tenho que passar, haha. E comecei a pensar em como é bom viver, mesmo que as partidas fossem sempre doer, e que a cada dia fosse necessário adotar uma nova maneira de agir e de pensar, descobrindo-a inútil no dia seguinte - mesmo assim era bom viver. Não era fácil, nem agradável. Mas ainda assim era bom. Tinha quase certeza. Bom, feliz talvez ainda não estava completamente, mesmo pelo alívio do momento. Mas tenho assim... aquela coisa... como era mesmo o nome? Aquela coisa antiga, que fazia a gente esperar que tudo desse certo, sabe qual?
— Esperança? Não me diga que você está com esperança!
— Estou, estou.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Quebrou
Nossos encontros estavam cada vez mais decepcionantes, e não é de hoje que isso acontece. Há três meses atrás o nosso “fio” de amor e vontade de estar juntos foi arrebentada, talvez por insegurança no momento, mas agora entendo que foi porque devia ter sido naquele tempo, que uma hora ou outra iria acontecer porque o fio não era forte. Passado um tempo no fio foi feito um nó, mas não porque deveria ter sido feito, e sim porque havia um costume com aquele fio, havia um "achar" que deveria se fazer um nó, um "achar" que era isso e ponto final, e na realidade esse "achar" era tudo enganação haha, é como quando você chegar em casa e alguém estar sempre esperando por você, e então algum dia esse alguém já não está mais presente, você sentirá falta da espera, mesmo que esse alguém seja só a secretária do seu pai na obrigação de um trabalho ter que ficar sentada na cadeira todos os dias, aonde pra ela também é apenas um costume te ver chegar em casa, as vezes no mesmo horário todos os dias. Não adianta fazer nós nos finos fios, se o nó não desatar, alguma parte do fio vai arrebentar, é como dar segundas chances pras coisas, não rola. E ai você pensa “como não rola? Nunca vai dar certo então, nós temos que dar chances”. Não penso assim, as coisas que acontecem e se concluem rapidamente, são apenas testes que a vida te dá antes de lhe trazer o que realmente você merece, por isso não devemos nos sentir mal em termos vários relacionamentos quebrados, eles fazem parte do aprendizado, se não fez certo da primeira vez, grandes bostas, em vez de dar chance pra TENTAR fazer de novo, alguém pode estar a tua espera não pra TENTAR e sim pra FAZER. E quem irá querer fazer o teste duas vezes, três vezes, quando se sabe que o resultado é o mesmo? Como existe os testes que são uns atrás dos outros, existem também o tempo que se dá entre eles, o tempo de estudo, o tempo de ficar sozinhos, fazendo com que assim no próximo teste não temos mais tantos erros. As coisas precisam ser vividas intensamente, a prova deve ser feita com vontade, deve ser estudada antes se você não tem segurança, mas mesmo assim feita com vontade e depois haverá o entendimento, pra que no momento certo de receber o “bônus” não se deixe passar. Eu não amava você ao todo e isso não era normal, não conseguia deixar você feliz nem com a minha presença, faz sentido termos chegado a tal ponto. Que rebuliço de alma, uma palavra esgotaria. Nosso amor era tão insolúvel como a soma de dois números: inútil querer desenvolver para mais de um momento a certeza de que dois e três são cinco. Se ao menos pudéssemos prestar favores um ao outro, mas nem havia oportunidade, nem acreditávamos nesse amor, não acreditava que te amava e eu não sabia o que sentia. Você nunca provou e nunca achou que precisava. O que mais poderíamos fazer era o que fazíamos: deixar acontecer naturalmente. O que não bastava para encher os dias! Chegou um momento que a verdadeira aflição se manifestava. Você passou a ser uma acusação de minha pobreza, além do mais, a solidão de um ao lado do outro, era muito maior do que quando estávamos sozinhos, e mais que maior: incômoda. Não havia paz. Indo depois cada um para seu lado, com alívio nem nos olhávamos mais. Houve uma pausa no curso das coisas, uma trégua que nos deu mais tempo pra colocar tudo no lugar. Vejo em claros e escuros os rostos das pessoas que vacilam ás chamas da fogueira. Se tudo existe é porque sou. Sei que quando alguma coisa está errada, dá mal estar. Meu jogo é limpo. Não quero a impostura, recuso-me. Eu havia sentindo mal estar quando pensava em te ver ou quando o fazia, mas não era aquele mal estar que a gente sente quando o coração bate forte, e as mãos suam rapidamente, e sim aquele mal estar e vontade de dizer “deixa pra depois”. Eu me via na obrigação de sentir saudades e de dizer te amo, afinal eu estava com você, havia aceitado um compromisso, mas eu não estava em você. Mas essas obrigações sufocam, e o amor acaba desgastando. Se eu realmente te amasse não teria sedes estranhas por outras pessoas. E porque surgiram e ainda surgem em mim essas sedes? A chuva e as estrelas, essa mistura fria e densa me acordou, abriu as portas de meu bosque verde e claro. Aqui, junto a janela, o ar é mais calmo. Estrelas, estrelas, rezo. A palavra estala entre meus dentes em estilhaço frágeis. Porque não vem a chuva dentro de mim, eu quero ser estrela. Purificai-me um pouco e terei a massa desses seres que se guardam através da chuva. Eu gosto é do gosto da chuva, do brilho das estrelas e da lua, o sabor do vento em meu rosto. Sinto a liberdade de ser o que sou e de estar onde estou agora. Em imagens já vi outros olhos verterem lágrimas, em abraços, e eu estática, continuo com o sorriso, e os mesmos olhos de sempre, engatilhando sedução. Demorei mas aprendi, entendi a dor e a delícia de ser quem eu sou e não precisar fingir. Meu coração se enchera com a pior vontade de viver, e antes de dormir, como se apagasse uma vela, soprei a pequena flama do dia. Eu só precisava de uma prova pra tudo isso acontecer conosco, e eu tive, Já estou quase certa do que eu quero, mais alguns pontinhos e a moldura vai ficar perfeita.
“Não que eu ame menos o homem, mas amo mais a natureza, acredito que existe por ai, alguém que realmente me agüente. É engraçado como as coisas acontecem em dados momentos. O mundo não pode mais esperar, eu também não! Só de estar naquele lugar, e conseguir fazer as coisas por mim mesma, já me deixa bem.”
“Não que eu ame menos o homem, mas amo mais a natureza, acredito que existe por ai, alguém que realmente me agüente. É engraçado como as coisas acontecem em dados momentos. O mundo não pode mais esperar, eu também não! Só de estar naquele lugar, e conseguir fazer as coisas por mim mesma, já me deixa bem.”
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
Como tem que ser
Lembrando do amor que eu dizia sentir por você resolvi rever meus conceitos sobre isso, resolvi pensar sobre o que realmente é amor e vi então que nenhum de nós mentiu, em nenhum momento. É normal acharmos uma coisa ir lá, meter a cara e depois descobrirmos que não era isso o que deveria ser, mas isso sempre serve pra alguma coisa, seja aprendizado, seja diversão, seja passa tempo, qualquer coisa, nada nunca é em vão. Pro amor de verdade existem duas, três, quantas chances precisar, mas isso só se usa em últimos casos, porque amor de verdade, aproveita a chance logo de primeira, com medo, de mansinho, devagar, e quando vê ta ali, engolindo. O amor sabe quem você é, o que você gosta de comer, o que você gosta de fazer, o que te incomoda, e o que não se pode dizer. O amor sabe quando você precisa ficar sozinha, sabe quando você precisa de algo, quando você não ta bem, o amor lê nos olhos. Não precisamos nos esforçar pra ficarmos felizes um ao lado do outro, não nos incomodamos com silêncio, e muito menos com algumas exigências quando o amor é real. O amor pra se encaixar não deve ser igual, mas quando é muito diferente é difícil achar algum encaixe perfeito. O amor sabe escrever e dizer seu nome corretamente, também sabe quando é hora de falar sério, ou quando dá de brincar, e brinca muito. O amor se preocupa com você, ele muda por você. O amor te dá tapas, mas abraça; diz pra você o que ele acha que você deveria ou não deveria sem intenção de que mude algo, apenas diz. O amor primeiro se sente, depois talvez se diz, o amor nos faz deixar pra trás as coisas do passado rapidinho, nos tira o fôlego, e nos deixa elétricos. Faz-nos ter medo de olhar fundo dos olhos mesmo isso sendo tudo o que conforta. Pro amor, não precisa marcar hora porque ele vem espontaneamente. O amor sabe separar as obrigações das saudades, sabe separar as sumidas das vontades, o amor queima lá dentro, mas espera se preciso. O amor cresce dentro de um jeito insuspeitado, assim como se fosse apenas uma semente que fosse plantada, esperando ver apenas uma plantinha qualquer, pequena, rola, uma avenca, talvez samambaia... mas nunca, em nenhum momento aquela coisa enorme que obriga-nos a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco começa a derrubar todas as paredes e a arrancar o telhado para que cresça livremente... É mostrar as coisas grandes, e pequenas, é não ter vergonha de ser quem é e é tentar fazer tudo certinho, e achar engraçado quando acontece algo errado. É a vontade de rasgar inteirinho, mas apenas da um beijinho no rosto, a gente sabe que tem que se comportar. Talvez algumas pessoas me questionem, e discordem de tudo isso o que eu disse, porque todo mundo sabe que nada é tão perfeito assim como minhas palavras talvez tivessem soado... Mas e em algum momento falei que tudo isso é perfeito? Você acha que é perfeito ser quem realmente és com outra pessoa? Vejo por mim, o quanto é ruim mostrar as minhas imperfeições, emocionalmente e fisicamente falando. É bem mais fácil você fingir as coisas do que mostrar como elas realmente são. É imperfeito ser eu mesma, mas imperfeito é o amor, é como eu o quero pra mim. É a imperfeição que vale imperfeição de ter que esperar, de ter que se controlar se segurar. São todos esses frios na barriga, as mãos suadas, e o coração batendo forte. Porque se fosse perfeito nós agiríamos naturalmente perto de quem a gente realmente gosta, não sentiríamos nada, nem aquela dorzinha no estômago. Não teria graça. Eu quero o imperfeito, nem que eu tenha que esperar. E não me importa o que podem falar lá fora, eu sei que em nenhum momento desrespeitei quem eu achava que amava, só apenas errei em ter deixado chegar tão longe, e ter deixado esperando quem realmente se importava comigo. Todo mundo acho que já deve ter percebido, que eu não sei disfarçar, nem me controlar, então deve ser por isso que resolvi escrever tudo isso hoje. Acho errado continuar guardando pra mim, preciso distribuir meu egoísmo, um pouco mais aqui um pouco menos ali. Então doa a quem doer, só chega de doer dentro de mim. Se não consegui fazer ninguém feliz antes, é porque existe alguém esperando por mim, mas não pra mim fazer feliz, e nem pra me fazer feliz, e sim pra dividir, pra completar, ninguém tem obrigação de fazer ninguém feliz, mas todo mundo sabe que dividir a felicidade com alguém á deixa maior, cada vez mais. Dessa vez resolvi olhar pro lado, como todo mundo havia dito pra mim fazer. É, do lado, tava grudado e eu nem tinha visto, mas antes tarde do que nunca. Ou não (?)
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