terça-feira, 9 de março de 2010

Mudança


Acho a coisa mais natural escrever de si, inventar histórias, dar concelhos... O fato é escrever, independente do que seja. Um modo de expressar aquilo que ta sentindo de modo direto ou indireto, de inventar personagens onde na realidade é aquilo que muitas vezes acontece com você mesmo, misturando linguas próprias ou banalizadas, - mas simplismente escrever. Eu como uma monótona romântica, queria poder escrever sobre qualquer coisa, algo que passe de romântico, de amor, mudar um pouco sabe? Inventar histórias, parar de falar de mim, creio que isso seja um tanto quanto monótono pra quem lê, além de que falar de mim mesma começou a me cansar. Não que eu não goste de falar de mim, de falar de amor, do que me move, do que me tranca... O fato é que sinto uma necessidade imensa de inventar personagens, de manter um padrão meu por aqui, mas ao mesmo tempo fugir deles, entende? Sinto-me bem demais colocando pra fora o sentimento que sinto aqui, mas nos últimos dias sinto que deveria me fechar um pouco a isso diante das outras pessoas. “Amor, pra ser realmente bom tem que ser quietinho”, li isso em algum lugar e fiquei pensando, que talvez não seja bem assim que acontece, porque pra mim sempre foi um tanto quanto bom, independente de ser quietinho ou não, mas por um lado faz sentido. Faz sentido sentar do teu lado e ficar quietinha, abraçar você, morder esses braços lindos e enormes, os beiços que agora são só meus, e ver o brilho lá no fundo dos teus olhos, e teu sorrisinho que parece tímido, mas que sei que não é. É estou eu de novo falando de você. Talvez porque você me preencha, e me faz tão bem falar de você, eu esqueço todo o resto. E é por esse motivo que preciso parar de falar só de você, não posso esquecer o resto, quero parar de ser a “sua romântica” pros outros, e sim ser só pra você. O que a gente ganha e perde ninguém precisa saber. Penso em ser monótono falar de amor, porque a tanto tempo falo disto, não por amar, mas também não por fingir.. “de tanto eu te falar, você subverteu o que era um sentimento e assim, fez dele razão pra se perder no abismo que é, pensar em sentir.” Eu pensava em sentir, se amei eu não sei, o que sei é que aprendi, mas nunca tinha sido feliz o tanto que merecia. Tanto eu quis que encontrei, e pensem o que quiserem, se enganei ou me enganaram eu não sei, tenha sido proposital ou não. Só uma coisa eu queria que todos soubessem: que no dia em que nasci, Deus não me fez e não me criou para que eu viesse a terminar minha vida em um momento infeliz. Então, agora é hora de continuar vivendo, sei que minha vida não termina agora, ela está apenas começando, no fundo sempre soube que as decepções não seriam o fim, mas insistia em pensar que fossem. Nunca foram, e nunca serão. Apenas começos, começos melhores. Desde a “criação de minha maturidade”, as coisas só tenderam a melhorar, e creio que cada vez será melhor. Eu tentei encontrar a pessoa que me tirasse de algumas amarguras que tendiam a me encomodar, e encontrei. Pedi que se colocassem em fuga todos aqueles que não quisessem me apoiar e que ficassem por perto aqueles que poderiam junto comigo festejar. Dito e feito, e agradeço por ter pedido tudo isso. Não faço a minima mais do que falei nesse texto inteiro, mas to postando e to nem ai. Quem sabe eu consiga aos poucos mudar isso. Quero ao menos poder atualizar isso, sem ser monótona.


"Eu acredito que quando morrer, irei apodrecer e nada do meu ego sobreviverá. Mas me recuso a tremer de terror diante da minha aniquilação. A felicidade não é menos felicidade porque deve chegar a um fim, nem o pensamento e o amor perdem seu valor porque não são eternos. E se você quer algo na vida, estenda a mão e agarre, independente do que possa vir depois. O truque é começar por algo tão simples que ninguém ache digno de nota e terminar por algo tão complexo que ninguém entenda!"

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