terça-feira, 16 de abril de 2013

Invisível

Talvez seja esse o meu apego pelas pessoas que ja tenho. Esse medo de perdê-los e ai sim ficar literalmente sozinha. Pode ser que eu morda a língua mais tarde mas não acredito que nossos melhores amigos fizemos na universidade. Antes eu queria era fazer novos amigos, conhecer gente nova, hoje eu só quero compreender a conviver comigo mesma. Não quero ser a vítima, muito menos a coitadinha, quero entender as vantagens de ser invisível. Capa pra quê? Sentada sozinha no banco da faculdade que sempre sonhei, lembro da primeira semana que acabou de passar. É legal parecer que você se enturmou e fez novos amigos, mas o encanto acaba no momento em que a rodinha se fecha pra você. Quem vai te aconchegar? Quem vai fazer você se sentir especial, se não aqueles que você ja tem? Grudei neles.
Eu nunca fui sozinha e me atormenta pensar que em determinado setor da vida isso ta acontecendo, mas logo passa, logo tudo clareia. Passando por momentos difíceis mas ao mesmo tempo ainda tenho aquela mão amiga, aquele amor. Acredito que o pior ja passou, mas ainda há lágrimas pra cair, ainda há falsos sorrisos pra dar. De qualquer forma, a gente vai tentando aos poucos juntar a força que os velhos nos dão pra abraçar o que vem de novidade. Não é culpa de mais ninguém se não só minha. Eu preciso cumprir isso, então eu aceito e acolho tudo isso com amor e perdão porque eu preciso disso pra ser melhor, eu preciso disso pra voltar mais limpa, mais luz. Um ser de pura luz.


"Eu tava triste, tristinho. Mais sem graça que a top-model magrela na passarela. Eu tava só, sozinho. Mais solitário que um paulistano, que um canastrão na hora que cai o pano (...) Mas paro e penso e sinto-me feliz (...) Porque no mundo tem alguém que ainda diz: Que muito me ama, que tanto me ama, que muito, muito me ama, que tanto me ama."

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