quinta-feira, 6 de maio de 2010

Due - in uno


Nada me é tão caro quanto o meu amor. Amor que eu sinto pelas coisas que faço, que tenho, pelas pessoas que me rodeiam, pela natureza, pela minha vida, pelo meu amor. Há agitação constante e medo frequente em mim, e isso é natural? Gosto do mistério, mas respostas para as minhas perguntas é o que tento encontrar todas as manhãs. Pensei várias vezes no dia, quanto tempo estaria fazendo hoje. Não se parecem poucos como são, até parecem vidas. A gente se estranha, se encomoda, parece se enjoar e distanciar, mas nada como o que senti antes com qualquer outra pessoa. É uma distância natural – ao menos me parece. A gente sabe que o que tem lá dentro é mais forte do que qualquer maneira de se acordar todos os dias, ou algum dos dias da semana. Mas me bate uma vontade de perguntar (...) por onde anda você, tão distanciado, tão silencioso? Em que nova galáxia posso te encontrar outra vez (...) Vezenquando bate uma saudade, quase sempre. Hoje eu sai de casa tão feliz, que nem me lembrei que em algumas horas uma tristeza bate, me sacode, e me faz sentir estranha de uma maneira que eu não imaginava que poderia um dia me sentir. Não é fácil ser eu mesma ainda que me esconda atrás dessa cara de forte. Quando se deseja realmente alguma coisa, as palavras são inúteis. Remexo o cérebro e elas vêm, não raras, mas toneladas, e nem sempre consigo escrever tudo em um mísero texto que tentei fazer dos nossos meses. Mesmo sentindo falta durante o passar do dia, sinto que criei uma barreira que diferencia amor de dependência, não é tão nitido pra mim, mas consigo ficar sem você, três, quatro, dez dias quem sabe. Devo ter isso em mim – sinto que tenho e posso ter. Sei que você também pode, isso é o suficiente pra um relacionamento não se tornar doentiu. Mesmo pequena diante desse teu tamanho – em todas as maneiras – eu me sinto grande, grande em força de vontade, e não-desistência. Jamais quero te idolatrar, nem te pintar de ouro, também não quero colocar você pra trás – coisa ridícula seria. Quero apenas viver ao teu lado, e fazer com que sinta a importância que tem pra mim, e que saiba que há um enorme pedaço meu contigo. Aprendi a não ser egoísta – não tanto assim -, entendendo seus dias de “não faz sentido”. Já disse, tenho isso também – quem sabe as segundas feiras (?). Esse tempo ao teu lado, são poucos contados em dias e meses, mas são como vidas contadas em importância e amor.

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