segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Parecido com soluço

E eu não sou nem metade, da metade da metade, do que eu quis ser de verdade. Mas eu não quero ser só isso. Se assim for, prefiro nada ser. Não adianta querer viver uma vida que não é minha, as pessoas dão risadas, fazem amizade, choram de tristeza ou de amor ao meu lado e eu nada posso fazer além de lamentar por não estar vivendo a mesma coisa naquele momento, mas as coisas são honestas comigo. É a velha história de “Você arranja um ótimo trabalho, um ótimo alguém, um ótimo relacionamento familiar e assim as coisas começam a caminhar tranqüilamente, mas alguma coisa ainda incomoda.” E essa coisa é você mesmo... Você sabe quem você é, mas sabe que não é quem queria ser. Ou na verdade, gosta de ser quem é, mas não consegue mostrar quem és aos outros, e isso lhe torna chata, sem sal, entediante. Muitas vezes não se sente bem com o que és, e decide mudar, mas ai vem o fracasso, quanto mais você vai mudando parece que cada vez pior é. Não é legal ter uma personalidade que precisa de incentivo pra perceber que ta melhor. Sabemos que certas coisas são brincadeiras, mas o interior insiste em levar a sério, e isso acaba magoando. Gostaria de ser aquela pessoa que todo mundo gosta, que usa qualquer roupa e fica bem, que não se importa com o que os outros vão falar, e se sente bem assim estando largado. Eu gosto de ser largada, de fazer o que eu quero, e todas essas coisas, mas o fato do que vão falar incomoda ainda, menos que antes, mas ainda... É ruim ter essa múltipla personalidade, que ora está bem, e nem ai pros outros, ora está pra baixo, qualquer brincadeira é motivo de raiva. E esses “oras” não são meses, nem dias, são minutos, são segundos. Pelo fato de ter sempre o mesmo nome, os mesmos olhos e o mesmo nariz, não quer dizer que eu seja sempre a mesma pessoa. Eu quero poder mostrar todas as faces de uma só face. Quero poder mostrar quem eu realmente sou, e fazer com que as pessoas se sintam bem comigo como elas gostariam de se sentir. E quero poder me sentir bem dentre as pessoas, não importa onde eu esteja, e nem as roupas que eu estiver vestindo. Quem sabe aos poucos eu entre na minha verdadeira essência, e mostre o animal sentimental que abita dentro de mim, e não só a menina envergonhada, com medo do que as pessoas vão pensar, com toda essa importância que dá ao “se dela vão gostar ou não”. Quero de volta meu sorriso bobo, parecido com soluço. Quero a minha eternidade, sem essa grande bobeira de ligar pros outros, de não ser quem sou pelo medo que afugenta e destrói. Todo mundo tem mendigo e tem rei. Eu só preciso mostrar um pouco de "rei em mim".

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